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Arquiteto e Urbanista, sócio fundador do escritório FAUST arquitetura em 2005, trabalhando no mercado de arquitetura, engenharia e design. Graduado pela Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC em 2004.Pós-graduado em Espaço celebrativo litúrgico e arte-sacra na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia [FAJE].
Assina a autoria de 113 Igrejas, 22 salões paroquiais, 18 centros de evangelização, 5 sedes de ação social e 8 casas paroquiais, em 13 estados, 72 cidades no Brasil e no México. Além disso participou em outros projetos e obras como consultor. Ministra palestras e Cursos em Arquitetura Sacra. Escreve artigos para a revista Paróquias e Casas Religiosas de São Paulo.


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arq.Eduardo.Faust | CAU A44041-8 | FAUST arquitetura | CAU 33490-1

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

■ Arquiteto ou Engenheiro ou Artista ou ...

A constante formação de um arquiteto [graduação, pós-graduações, prática e principalmente os estudos diários], transita num campo vasto de conhecimento.

Antes de tudo o arquiteto deve ser um obreiro, um conhecedor das técnicas construtivas, entender da natureza e da aplicação dos materiais, desde sua logística a suas características físicas. Indicando em seus projetos como os profissionais executarão seus serviços no canteiro de obra. A tríade do sucesso de uma obra "Arquiteto+Construtor+Proprietário" é liderada por ele.

Eng. Walid Yazig: Autor do best-seller "A técnica de Edificar" torno-se a "bíblia" da construção .  

Porém antes de como construir vem o que construir, e entramos num processo mais longo: A Criação. O arquiteto tem a função de criar, entender o processo de criação e ser um agente transformador. Ao estudar os processos este deverá entender sobre composição e estética, para entender sobre estes itens deverá entender a evolução e os paradigmas ao longo da história, e entender a filosofia aplicada. Ao estudar história terá de entender de arte pois verá que os movimentos de arquitetura e arte caminham juntos. Estes movimentos sofrem alterações por questões políticas e devem ser empregados conforme a realidade sócio-econômica do local. Tudo isso focado num sujeito chamado ser humano, o pós-modernismo nos trouxe duas outras áreas para entender tal sujeito: a psicologia e a antropologia.
A arquitetura sacra compõe mais um elemento: a teologia, mais especificamente a liturgia. O item "proprietário" da tríade citada, se desmembra em: Comunidade + Clero, além do humano ela deve atender o transcendente.


Gótico, Renascimento e Modernismo heranças da multidisciplinaridade dos arquitetos.  


Falo de tantas áreas estudadas pelo arquiteto, para mostrar que muitas vezes se tem uma visão limitada do arquiteto. Muitos pensam num arquiteto num esteriótipo de engenheiro civil outros de forma oposta num esteriótipo de artista plástico.

Jacques Derrida  filósofo da desconstrução. 

A arte tem um campo mais amplo, ela é mais livre que arquitetura por isso, a relação de arte e arquitetura geralmente é a do arquiteto buscar na arte elementos que possa utilizar em sua arquitetura. Já a engenharia civil é um ramo da arquitetura, é a arquitetura focada nos materiais. Porém poucos arquitetos aqui no Brasil  assumem este papel, passando a maior parte de suas responsabilidade ao engenheiro civil.

Arquiteto Santiago Calatrava, exemplo da multidisciplinaridade na arquitetura pós-moderna. 

Está educação baseado num pensamento de multidisciplinaridade gera arquitetos que desempenham inúmeras atividades afins: Gestores de obras, escultores, administradores ligados a logística, especialistas em cálculo de estruturas e sistemas, pintores, designers gráficos e de produto, diretores de cinema, etc.